O crescimento do e-commerce trouxe mais volume de vendas, mas também aumentou um problema silencioso para muitos lojistas: o chargeback. Em muitos casos, ele não aparece claramente nos relatórios financeiros, mas pode corroer margens, consumir tempo operacional e impactar a reputação da operação.
O mais curioso é que boa parte das empresas só percebe o tamanho do problema quando ele já virou prejuízo recorrente.
Neste artigo, vamos explicar por que o chargeback se tornou um dos maiores custos ocultos do e-commerce — e como reduzir esse impacto sem transformar o checkout em um processo complicado para o cliente.
O que é chargeback e por que ele acontece
Chargeback é o processo em que o titular do cartão contesta uma compra junto ao banco emissor, solicitando a devolução do valor pago. Esse mecanismo foi criado para proteger consumidores contra transações fraudulentas ou cobranças indevidas.
(Fonte: Konduto — Guia de Chargeback no E-commerce)
Na prática, isso significa que o banco pode retirar o valor da venda da conta do lojista enquanto investiga a transação.
Existem diferentes motivos para um chargeback ocorrer, entre eles:
fraude com cartão roubado ou clonado
contestação por não reconhecimento da compra
erro operacional (valor incorreto ou cobrança duplicada)
produto não recebido ou insatisfação do cliente
“fraude amigável”, quando o próprio comprador contesta uma compra legítima
Esse último tipo tem crescido rapidamente. Estimativas indicam que cerca de 45% dos chargebacks globais são considerados fraude amigável, quando o cliente recebe o produto, mas mesmo assim abre disputa junto ao banco.
(Fonte: Chargebacks911 — Global Chargeback Statistics)
Ou seja: nem todo chargeback é fraude externa. Muitas vezes ele nasce de problemas na experiência de compra ou na comunicação com o cliente.
O tamanho do problema no e-commerce
Se o chargeback fosse apenas um caso isolado, talvez não fosse tão relevante. Mas os dados mostram que o cenário está longe disso.
No Brasil, o e-commerce registrou mais de 2,8 milhões de tentativas de fraude em 2024, representando cerca de R$ 3 bilhões em valores potencialmente comprometidos.
(Fonte: ClearSale — Relatório de Identidade e Fraude no E-commerce)
Além disso:
A taxa média de chargeback no Brasil chegou a 3,48% das transações, uma das mais altas registradas no mercado digital.
(Fonte: Konduto — Relatórios de fraude no e-commerce brasileiro)Globalmente, o volume de disputas deve crescer 41% entre 2023 e 2026, acompanhando o avanço do comércio digital e das transações online.
(Fonte: Chargebacks911 — Global Chargeback Forecast)Para muitas operações de e-commerce, os chargebacks representam até 20% das perdas relacionadas a fraude digital.
(Fonte: ClearSale — Relatório de Identidade e Fraude no E-commerce)
Esses números ajudam a entender por que o tema deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a ser uma decisão estratégica para o e-commerce.
O custo que poucos calculam
Quando um chargeback acontece, muitos lojistas consideram apenas o valor da venda perdida.
Mas o impacto real é maior.
Normalmente o prejuízo inclui:
1️⃣ O valor da venda
O produto foi entregue, mas o pagamento é devolvido ao cliente.
2️⃣ Taxas administrativas
Cada disputa gera custos adicionais cobrados pela adquirente ou pela bandeira. Dependendo da operação, essas taxas podem chegar a dezenas de reais por contestação.
(Fonte: Febraban — Pesquisa de Tecnologia Bancária)
3️⃣ Custos operacionais
Equipes precisam separar documentos, responder disputas e acompanhar o processo, o que aumenta o custo administrativo da operação.
4️⃣ Impacto na reputação da conta
Altas taxas de chargeback podem gerar alertas das bandeiras e até restrições operacionais quando os índices ultrapassam limites considerados aceitáveis pelo mercado.
(Fonte: Chargebacks911 — Chargeback Management Guidelines)
Ou seja: um chargeback raramente custa apenas o valor da compra.
Quando se somam todos esses fatores — valor do produto, taxas administrativas e custos operacionais — o impacto pode chegar a duas ou três vezes o valor da venda.
(Fonte: Chargebacks911 — True Cost of Chargebacks Study)
O erro comum: tentar resolver com mais fricção
Ao perceber o problema, muitos e-commerces reagem da mesma forma: adicionando mais barreiras no checkout.
Exemplos comuns incluem:
múltiplas autenticações
bloqueio automático de pedidos
regras antifraude extremamente rígidas
O problema é que isso pode gerar outro tipo de perda: reprovar pedidos legítimos.
Estudos indicam que as perdas por falsos positivos — quando clientes reais são bloqueados por sistemas antifraude — podem ser significativamente maiores do que as perdas diretas por fraude.
(Fonte: ClearSale — Relatório de Identidade e Fraude no E-commerce)
Ou seja: proteger demais também pode gerar prejuízo.
A chave está no equilíbrio entre segurança e conversão.
3 ações práticas para reduzir chargebacks
A boa notícia é que existem formas eficientes de reduzir chargebacks sem prejudicar a experiência de compra.
1️⃣ Tenha uma estratégia antifraude inteligente
Ferramentas antifraude modernas utilizam análise comportamental, inteligência de dados e machine learning para identificar transações suspeitas sem bloquear clientes legítimos.
Esse tipo de tecnologia permite reduzir fraudes mantendo boas taxas de aprovação de pedidos.
(Fonte: ClearSale — Relatório de Identidade e Fraude no E-commerce)
2️⃣ Melhore a transparência no checkout
Muitos chargebacks acontecem simplesmente porque o cliente não reconhece a compra na fatura.
Algumas práticas ajudam a reduzir esse problema:
usar um descritor claro na fatura do cartão
enviar confirmação de compra imediata
disponibilizar canais rápidos de atendimento
Essas medidas ajudam a reduzir disputas abertas diretamente com bancos e bandeiras.
(Fonte: Chargebacks911 — Chargeback Prevention Guide)
3️⃣ Monitore indicadores de risco constantemente
Chargeback não deve ser analisado apenas quando acontece.
O ideal é acompanhar indicadores como:
taxa de aprovação
taxa de fraude
índice de chargeback
tempo de resposta do antifraude
A análise contínua desses dados permite identificar padrões de risco e ajustar a operação antes que o problema cresça.
(Fonte: Febraban — Pesquisa de Tecnologia Bancária)
Segurança e conversão precisam caminhar juntas
O maior erro no combate ao chargeback é tratá-lo apenas como um problema de fraude.
Na prática, ele é um indicador mais amplo que envolve tecnologia, experiência do cliente e estratégia de pagamentos.
Empresas que equilibram segurança e aprovação conseguem:
reduzir disputas
proteger margem
manter conversão alta
No e-commerce atual, proteger receita não significa dificultar a compra — significa construir uma infraestrutura de pagamento inteligente.
Como a Pago Express ajuda e-commerces a reduzir chargebacks
No e-commerce moderno, a gestão de chargebacks não depende apenas de uma ferramenta isolada. Ela exige infraestrutura de pagamentos bem estruturada, monitoramento constante e decisões inteligentes de aprovação.
É exatamente nesse ponto que a Pago Express atua.
Nossa plataforma foi construída para ajudar operações de e-commerce a equilibrar segurança, conversão e previsibilidade financeira, reduzindo riscos sem adicionar fricção desnecessária no checkout.
Entre os pontos que apoiam essa estratégia estão:
Integração com soluções antifraude do mercado, utilizadas pelas principais bandeiras
Arquitetura de pagamentos estável, preparada para alto volume de transações
Monitoramento da performance de aprovação, ajudando a identificar gargalos na jornada de pagamento
Suporte humano especializado, que acompanha a operação e auxilia em decisões estratégicas
Mais do que processar pagamentos, o objetivo é ajudar sua operação a converter mais, reduzir perdas e manter uma experiência de compra fluida para o cliente.
Fale com um especialista da Pago Express
Se você quer entender melhor como estruturar sua operação de pagamentos para reduzir chargebacks, melhorar a taxa de aprovação e proteger a margem do seu e-commerce, nosso time pode ajudar.
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Pagamento bem estruturado não é apenas tecnologia.
É estratégia de crescimento para o seu e-commerce.